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Franchising e economia informal

O desenvolvimento do franchising em Angola, como modelo de expansão empresarial, pode e deve contribuir para descer os números ainda grandes da economia informal. Em vários países, a chamada economia informal ou paralela, continua a ter um peso enorme na riqueza criada anualmente. Nos países em vias de desenvolvimento, dadas as suas estruturas económicas frequentemente mais frágeis e, de uma forma geral, a existência de conjunturas políticas, sociais e legais menos favoráveis, existe uma tendência para que essa economia prolifere com mais intensidade.

Em Angola, é consensualmente reconhecido que o peso do sector informal na economia é massivo. Vários relatórios publicados ao longo da última década, de entidades como o Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários ou o Centro de Investigação para o Desenvolvimento Internacional, do Canadá, indicam que os rendimentos de 60% a 75% da população angolana provêm directamente do sector informal.

São óbvios os prejuízos decorrentes da informalidade. Em primeiro lugar, as actividades económicas informais não são tributadas, o que origina uma grande quantidade de receita que não é cobrada pelo Estado. Em segundo lugar, as empresas que operam no sector informal alheiam-se, geralmente, das práticas bancárias e da realização de negócios com o sistema financeiro. Ao não trabalharem com os bancos e outras instituições, estas empresas estão a retirar liquidez do sistema financeiro, inviabilizando a obtenção de capital por parte de outros empreendedores.

Podemos acrescentar ainda que a informalidade compromete também as próprias perspectivas de crescimento dos negócios. É por isso fundamental e urgente iniciar-se um processo de formalização da economia, ao qual o franchising pode dar um contributo importante.

Um dos projectos de franchising angolano que podem introduzir vários agentes na economia formal é o da Rede Camponesa, na área dos negócios agro-comerciais. Este projecto, pela sua ambição e características, pode fomentar a transição de vários camponeses e outros agentes agrários para o sector formal da economia, com vantagem para todos os envolvidos.

A Rede Camponesa é um inovador e ambicioso projecto, que tem por missão desenvolver o sector agrícola angolano e contribuir para o combate à fome e erradicação da pobreza. Tendo por base a população camponesa produtora, o projecto estrutura-se em torno a um conjunto extenso de operadores e serviços, desde financeiros a comerciais, passando pelos Transportadores, Industriais, Distribuidores, até aos Exportadores de produtos agrários. As lojas ou quiosques da rede podem ser abertas em qualquer localidade onde possa haver interacção com os camponeses.


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